
Foi na base de muita mobilização e manifestações femininas por melhores condições de trabalho – e pelo direito ao voto – que a Organização das Nações Unidas (ONU) adotou, em 1975, o 8 de março como Dia Internacional da Mulher. Antes de mais nada, trata-se da lembrança para as conquistas femininas em campos social, político e no ambiente econômico – ultrapassando discriminações e violência desmedida. Não por acaso, foi em meio à Segunda Revolução Industrial [na virada do século XX], quando as mulheres se incorporaram às linhas das fábrica para mão-de-obra, quando surgiu a ideia do Dia Internacional da Mulher. Para marcar esta data em 2010, o Mandato Popular Vereador Danilo Funke traz uma breve reflexão sobre uma das maiores pensadoras em busca da emancipação feminina, a francesa Simone de Beauvoir. Confira.
“Não se nasce mulher: torna-se...”
Simone de Beauvoir, em O Segundo Sexo [1949]
No capítulo Mulher: mito e realidade, de seu livro O Segundo Sexo, Simone de Beauvoir traz uma forte argumentação sobre a condição feminina na sociedade pós-moderna. Ela argumenta que os homens fizeram das mulheres como um outro ser nesta sociedade, colocando a falsa aura de “mistério” sobre elas. De acordo com a filósofa francesa, os homens usam a desculpa do “não entender as mulheres” ou seus problemas e ajudá-las – como se os homens fossem o topo da hierarquia na sociedade.
Pensamentos como esses, que escancaram algo que as mulheres de 60 anos atrás sentiam, fez com que Simone de Beauvoir quebrasse tabus – e angariasse seguidoras. Assim, o feminismo tomou força, saindo das casas e tomando fábricas e ruas. Este feminismo alterou principalmente as perspectivas predominantes em diversas áreas da sociedade ocidental, que vão da cultura ao direito. As ativistas femininas fizeram campanhas pelos direitos legais das mulheres (direitos de contrato, direitos de propriedade, direitos ao voto), pelo direito da mulher à sua autonomia e à integridade de seu corpo, pelos direitos ao aborto e pelos direitos reprodutivos.
Aqui link para detalhes das “ondas”, conforme classificação, de movimentos feministas ao redor do mundo.
Aqui para o feminismo francês.


















