
O Vereador Danilo Funke(PT), iniciou a discussão do Meio Passe Universitário na última sessão da Câmara dos Vereadores. A proposta é uma campanha que circula os ambientes universitários do país e foi adotada pela União Nacional dos Estudantes (UNE) que lidera o movimento. Com essa proposta, os universitários macaenses pagariam R$ 1,15 desde que comprovassem a identificação estudantil. A proposta também é um desdobramento do recente aumento da passagem de R$ 1,90 para R$ 2,30.
De acordo com Danilo essa é uma reivindicação que já é cotidiana no meio universitário de Macaé. “Graças a Deus Macaé tem uma juventude que quer cursar uma universidade e isso está refletido na demanda cada vez maior de cursos universitários aqui”, disse Danilo.
Justificando a indicação ele explicou que é muito difícil cursar universidade só com o financiamento da família e do próprio trabalho do jovem. “Além dos cursos aqui e das universidades, é preciso que os estudantes tenham garantias do poder público para concluir o curso e ter uma profissão, o meio passe seria um singelo apoio, ainda é preciso avançar”, afirmou.
Segundo o petista, que esse ano começa a estudar na Cidade Universitária para concluir o curso de direito na UFF a indicação é um passo para apresentar um projeto de lei. “A indicação é uma forma de iniciar a mobilização com algo concreto, já discutido pelo legislativo e a partir daí, elaborar com os estudantes o projeto de lei”, explicou Danilo lembrando que diversos municípios do Brasil já adotaram o projeto e o estado do Rio já tem projeto em discussão avançada na ALERJ.
O transporte é o terceiro maior gasto das famílias brasileiras e seu alto custo é tido como responsável por 40% da evasão de estudantes que ficam impossibilitados de se locomover. Essas estatísticas acabam apontando a importância da proposta. O meio passe poderá beneficiar os jovens que estão começando o ensino superior através dos cursos oferecidos por instituições como UFF, UFRJ, FEMASS, Faculdade Salesiana e IFF.
Várias cidades já adotaram essa medida, somando a essa lista 17 capitais e mais algumas cidades como Volta Redonda, Petrópolis, Palmas (TO) e Montes Claros (MG). Essa medida beneficiará os estudantes uma vez que além dos custos com transporte de casa/trabalho para o curso, eles ainda precisam acompanhar palestras e outras atividades complementares, o que aumenta em muito os gastos dos estudantes.


















