Quem esteve na primeira sessão da Câmara de Vereadores de Macaé, na quinta-feira (18/2), percebeu forças do governo Riverton se engalfinhando feito gato e rato. Cada um puxa para o seu lado e, no meio disso, acabam empurrando para cima do outro. Foi assim quando parte da bancada do governo repetiu em coro que é “grave” o problema de falta de água em Macaé – sendo que quando Sérgio Cabral (PMDB) visita a cidade não faltam elogios à Cedae. Ou mesmo quando um parlamentar diz que a o setor da Saúde de Macaé vai bem e, o outro, também governista, retruca: “Dizer que a Saúde de Macaé está uma beleza? Eu estou ficando louco. Tem a máfia do sapato branco.” É! As contradições deste governo – frágil e inoperante – estão escancaradas.
Durante a sessão que inaugurou o ano legislativo de Macaé, o prefeito Riverton se fez presente – chegando depois do bate-boca entre vereadores. Já Danilo Funke (PT), bateu numa tecla que iria passar em branco: o aumento abusivo da passagem no transporte municipal. “Aconteceu sem aviso prévio. E para não ficar um discurso vazio, comunico que entrei com representação no Ministério Público questionando o preço e a qualidade deste serviço”, explicou Danilo Funke. Aqui, o panfleto distribuído pelo mandato logo após ter acontecido o aumento da tarifa.
A mortandade de peixes na Lagoa de Imboassica também foi tratada pelo parlamentar petista. “A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Mutum foi inaugurada, mas não está em funcionamento (a própria Prefeitura admite isso)”, lembrou Danilo Funke. Na frente do secretário de Finanças, cobrou explicações sobre a arrecadação com o IPTU. Danilo ainda reiterou que vai continuar com a conduta de esquerda e socialista, permanecendo na oposição ao governo Riverton.
Voltando às contradições da Prefeitura e parlamentares, teve vereador que até apontou questões “político-partidárias” ou mesmo “pessoais” para explicar os desentendimentos-intencionais de grande parte dos 11 da bancada governista.


















