
Pela educação, cinquenta estudantes secundaristas e universitários num plenário. E foi com a vontade da juventude que eles levantaram cartazes, protestaram e deram as costas aos vereadores macaenses que votaram contra a emenda de Danilo Funke que garantiria a finalização das obras da Cidade Universitária. Ao final da sessão, os alunos gritaram: "Não é mole, não. Promete educação e na hora vota não!" O chapéu serviu para muitos parlamentares e, como sintetizou um dos estudantes: "Demos as costas para eles, assim como eles fazem sempre com a gente."
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Manifestação, revolta, ameaças, ironias e beijinhos marcaram a sessão da manhã de quinta-feira, que discutiu o orçamento na Câmara Municipal. Manifestação de estudantes do CEFET/IFF, e das universidades federais UFF e UFRJ tirou do sério o líder do governo que deixou o fórum distribuindo beijinhos ao vento para os manifestantes. Outros vereadores da bancada do governo que chegaram a classificar como “criancice” o ato simbólico dos estudantes de dar as costas à bancada. Os 50 estudantes reivindicavam a aprovação de emendas no orçamento apresentadas por Danilo Funke que tratavam de políticas públicas para a juventude e da ampliação da Cidade Universitária.
Os estudantes mostraram indignação e protestaram contra a derrubada da Emenda 147 que destinaria R$ 3 milhões para a construção de ao menos mais um bloco da Cidade Universitária. Os jovens levantaram cartazes e chegaram a virar as costas para os vereadores após a votação. A ação dos estudantes incomodou os parlamentares que disseram que os manifestantes teriam sido "massa de manobra" da oposição. O ato continuou na porta do plenário com palavras de ordem, seguindo o presidente da Casa até o estacionamento. Os vereadores Paulo Paes Filho (PSDB) e Lucio Mauro (PTdoB) votaram a favor da emenda junto ao Danilo.
Durante a discussão Danilo explicou que mesmo com o aumento da verba orçamentária para a educação, o órgão que cuida do ensino superior será reduzido em R$ 10 milhões em relação ao que teve destinado em 2009. “Fizemos uma audiência pública na cidade universitária e a demanda era a conclusão das obras. Estamos cumprindo com as solicitações dos estudantes. Em dois anos, se a cidade não ampliar o atendimento universitário teremos graves problemas”, declarou Danilo, solicitando o voto favorável à emenda. O vereador Carlos Emir Jr.(PPS) defendeu a derrubada da emenda e jogou a responsabilidade para o prefeito Riverton. “A rubrica já existe e o prefeito pode fazer quando quiser”, declarou.
O líder do governo Luiz Fernando, que foi vaiado pelos manifestantes, solicitou aos governistas que votassem contra. “Acho toda manifestação válida, mas se houver rubrica, o prefeito pode mexer quando quiser”, disse o líder. Ele ainda falou de como entende ser a democracia da Câmara Municipal e que ensino superior não é responsabilidade do município. “Ensino Superior é atribuição do governo federal e aqui o quem decide é quem tem maioria”, encerrou pedindo o voto contrário.