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ESTUDANTES REAGEM ÀS ACUSAÇÕES

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Eram dezenas. Estudantes de direito, medicina, biologia, enfermagem, ensino médio, cursos técnicos. As idades variavam entre 16 a 28 anos. Todos preocupados em estudar em Macaé com boa estrutura e sem precisar de uma hora para outra interromper os estudos. Diversos deles vivenciam na pele um processo democrático importante, eleições para o grêmio do CEFET/IFF. As duas chapas concorrentes na escola enviaram representantes para defender o ensino público.
Entretanto, ficaram surpresos com tamanha insensibilidade e intransigência dos parlamentares tradicionais macaenses. “Queremos ter voz”, gritou um estudante de ensino médio do meio do plenário com uma faixa na mão. “Não podemos nos manifestar lá dentro, aqui fora queremos falar” disse uma estudante universitária, próximo a porta do auditório do fórum, já do lado de fora enquanto se formava um corredor de estudantes a espera dos vereadores.
Porém, a cada acusação proferida pelos parlamentares de que os estudantes eram “vítimas”, “massa de manobra” e que o ato de virar as costas tinha sido uma “criancice”, eles reclamavam ainda mais por não poderem falar. “Fizemos o que eles sempre fazem pro povo, viram a costas”, declarou um universitário do meio da confusão.
Perguntado sobre o que achou das acusações, o representante de uma das chapas que concorre à eleição do Grêmio no CEFET/IFF, Luan Campos, disse que o ato foi uma forma de ignorar a decisão. “Estamos aqui para lutar pela democracia, e viramos de costas porque ignoramos a decisão”, declarou, referindo-se aos nove votos que decidiram não destinar verbas para a conclusão de mais um prédio da Cidade Universitária.
Já para estudante Aline Soares, da outra chapa que concorre à eleição na escola, a manifestação foi por apoio à melhoria da educação. “Estamos favoráveis às propostas pela educação. Viramos de costas porque queríamos dizer que somos contra o voto deles”, afirmou a estudante.
Sobre as declarações de que o ato foi uma “criancice”, eles classificaram como falta de visão e maturidade. “Falta para eles visão humana e maturidade política”, definiu Luan Campos.  
Os estudantes seguiram até o estacionamento com gritos de ordem atrás dos vereadores que votaram contra a proposta. Os vereadores Danilo Funke(PT), Paulo Paes Filho (PSDB) e Lucio Mauro (PTdoB), que votaram favoráveis, foram aplaudidos pelos estudantes.
 

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