Após a derrubada das emendas, os estudantes com cartazes nas mãos viraram de costas, causando ainda mais irritação aos governistas. Logo após, deixaram o plenário e aguardaram a saída de cada parlamentar, que passaram a atacar o vereador Danilo Funke (PT) e os estudantes. Considerados “massa de manobra” e tendo sua manifestação de dar as costas ao plenário classificada como “criancice”, os mais de 50 estudantes da UFF, UFRJ e CEFET/IFF presentes à sessão da Câmara reagiram às declarações dos vereadores. Ainda ao final da sessão, os estudantes esperaram na porta do plenário os vereadores que eram recebidos com palavras de ordem.
Gritos de “Não é mole não. Promete educação e na hora vota não” foram ditos para vereadores e, em especial para o líder do governo Luiz Fernando. Os alunos diziam não ter partido e que estava ali para defender a melhoria da educação. A manifestação foi uma referência à declaração de Luiz Fernando de que os estudantes eram massa de manobra e que a verba seria do PT para o PT. “Luiz Fernando, presta atenção, nosso partido é melhorar a educação”, diziam os estudantes.
Numa atitude inusitada, o líder do governo deixou o plenário distribuindo beijinhos ao vento, cercado pelos estudantes com faixas e cartazes nas mãos e entoando as palavras de ordem. O presidente da Câmara, Paulo Antunes (PMDB), declarou que nada muda sua posição, nem manifestações. “Podem ficar de costas, de frente, de banda e até plantando bananeira. Não mudo meu voto”, declarou.
“Quero que o vereador Danilo explique se foi ele que mandou os estudantes virarem de costas para o plenário”, falou Carlos Emir Jr. (PPS) que ainda disse nunca mais votar a favor de projeto de Danilo, mas depois recuou. José Carlos Crespo (PTN) declarou que os estudantes foram vítimas: “Essas crianças foram vítimas de pessoas irresponsáveis, foi um ato espúrio.” O líder do governo questionou que os estudantes estavam sendo usados. “Será que os estudantes foram feitos de massa de manobra?”, perguntou Luiz Fernando.
Sobre as acusações, Danilo disse que não houve manipulação dos estudantes. Eles foram comunicados das propostas de emendas e convidados a participar. “Convidamos os estudantes, as manifestações são democráticas e importantes, pois refletem indignação. Mas não houve orientação para virarem de costas, eles sabem muito bem o que fazem, ninguém precisa pedir nada”, declarou o vereador.


















