
As desculpas para a baderna na gestão e na organização da cidade de Macaé são antigas – tão antigas quanto à oligarquia que comanda o município há 30 anos. Também velhas são as desculpas que os mandatários desta oligarquia espalham durante seus discursos em busca de se eximir da culpa, de tirar seu corpo fora, como se um buraco em alguma rua do Centro e uma criança morrendo de leptospirose na periferia da cidade não fossem responsabilidade do atual poder público. A seguir, 5 exageros que eles dizem e – pasme – querem que você acredite.
1. Macaé é uma cidade impactada
É impactada, de fato. Porém, mais do que o impacto causado pela migração decorrente do petróleo, o município sofre com o impacto de sucessivas administrações desastrosas. Este sim é o verdadeiro impacto que aumenta favelas, impede distribuição de renda digna e sectariza – entre um lado e outro da ponte.
2. Até o final do ano...
É o mais comum: estipular e prometer prazo para terminar obra e... nada. Nem início, quanto mais término. Foi assim, só para citar casos da atual administração, com a Praça da Barra, a macrodrenagem, a Avenida do Samba na Linha Verde, com um posto policial no Novo Cavaleiros, com o reajuste escalonado ao servidor público, o abastecimento de água... enfim, chega!
3. Ônibus lotado tem em qualquer cidade do mundo
Ah! Os madrilenhos devem se sentir ofendidos, até porque lá não só os ônibus são espaçosos, regulares e confortáveis, como as mais de 200 estações de metro dão conta da demanda. Mais perto, existe Curitiba, que não é lá uma Madri mas está anos-luz do precário, mesquinho, burro e ineficiente sistema de transporte de Macaé. É assim em qualquer lugar do mundo? Não, senhoras e senhores. E não deve ser assim numa cidade que esbanja dinheiro.
4. Macaé cresceu muito nos últimos anos
Até aí, tudo bem. Mas o que cresceu mais ainda – bem mais – foi a arrecadação da Prefeitura, que em 2010 vai ultrapassar R$ 1,2 bilhão, R$ 400 milhões a mais do que o orçamento de Niterói – uma cidade com população duas vezes maior que a de Macaé. Outra coisa que aumentou de tamanho em níveis golisíacos foi a folha de pagamento dos cargos comissionados do Executivo municipal. A Prefeitura de Macaé já não é mais um cabide, é um armário de empregos com cheiro de naftalina.
5. Aproximação com o governo federal
Macaé anda ao mesmo passo do Estado do Rio, se o governo federal não passar a mão e mostrar como faz, enchendo seus cofres para obras, o negócio não anda. O problema da capital do petróleo é que, além de consecutivas péssimas gestões, a dívida com a União impede parte da entrada de repasses federais. Aí... Bem, aí que puxar o saco de Lula e Cabral e aparecer ao lado deles em fotos de jornais pouco adianta para o bem da cidade de fato.


















